quinta-feira, 28 de julho de 2011
À Flor da Terra: Vergonha: vereadores aprovam Bolsa Paletó
À Flor da Terra: Vergonha: vereadores aprovam Bolsa Paletó: "Em São João do Sabugi, a Câmara Municipal de Vereadores, através dos seus edis, criaram a Bolsa Paletó, que teve como autor o vereador Marc..."
segunda-feira, 25 de julho de 2011
VERGONHA QUE NÃO TENHO DE SER NORDESTINA
Sheila Raposo - Jornalista
Cultivado entre os cascalhos do chão seco e as cercas de aveloz que se perdem no horizonte, cresceu, forte e robusto, o meu orgulho de pertencer a esse pedaço de terra chamado Nordeste.
Sou nordestina. Nasci e me criei no coração do Cariri paraibano, correndo de boi brabo, brincando com boneca de pano, comendo goiaba do pé e despertando com o primeiro canto do galo para, ainda com os olhos tapados de remela, desabar pro curral e esperar pacientemente, o vaqueiro encher o meu copo de leite, morninho e espumante, direto das tetas da vaca para o meu bucho.
Sou nordestina. Falo oxente, vôte e danou-se. Vige, credo, Jesus-Maria e José! Proseio com minha língua ligeira, que engole silabas e atropela a ortoépia das palavras. O meu falar é o mais fiel retrato. Os amigos acham até engraçado e dizem sempre que eu “saí do mato, mas o mato não saiu de mim”. Não saiu mesmo! E olhe: acho que não vai sair é nunca!
Sou nordestina. Lambo os beiços quando me deparo com uma mesa farta, atarracada de comida. Pirão, arroz-de-festa, galinha de capoeira, feijão de arranca com toucinho, buchada, carne de sol... E mais uma ruma de comida boa, daquela que, quando a gente termina de engolir, o suor já está pingando pelos quatro cantos. E depois ainda me sirvo de um bom pedaço de rapadura ou uma cumbuca de doce de mamão, que é pra adoçar a língua. E no outro dia, de manhãzinha, me esbaldo na coalhada, no cuscuz, na tapioca, no queijo de coalho, no bolo de mandioca, na tigela de umbuzada, na orêa de pau com café torrado em casa!
Sou nordestina. Choro quando escuto a voz de Luiz Gonzaga ecoar no teatro de minhas memórias. De suas músicas guardo as mais belas recordações. As paisagens, os bichos, os personagens, a fé e a indignação com que ele costurava as suas cantigas e que também são minhas. Também estavam (e estão) presentes em todos os meus momentos, pois foi em sua obra que se firmou a minha identidade cultural.
Sou nordestina. Me emociono quando assisto a uma procissão e observo aqueles rostos sofridos, curtidos de sol do meu povo. Tudo é belo neste ritual. A ladainha, o cheiro de incenso. Os pés descalços, o véu sobre a cabeça, o terço entre os dedos. O som dos sinos repicando na torre da igreja. A grandeza de uma fé que não se abala.
Sou nordestina. Gosto de me lascar numa farra boa, ao som do xote ou do baião. Sacolejo e me pergunto: pra quê mais instrumento nesse grupo além da sanfona, do triangulo e da zabumba? No máximo, um pandeiro ou uma rabeca. Mas dançar ao som desse trio é bom demais. E fico nesse rela-bucho até o dia amanhecer, sem ver o tempo passar e tampouco sentir os quartos se arriando, as canelas se tremelicando, o espinhaço se quebrando e os pés se queimando em brasa. Ô negócio bom!
Sou nordestina. Admiro e me emociono com a minha arte, com o improviso do poeta popular, com a beleza da banda de pífanos, com o colorido do pastoril, com a pegada forte do côco-de-roda, com a alegria da quadrilha junina. O artista nordestino é um herói, e nos cordéis do tempo se registra a sua história.
Sou nordestina. E não existe música mais bonita para meus ouvidos do que a tocada por São Pedro, quando ele se invoca e mete a mãozona nas zabumbas lá do céu, fazendo uma trovoada bonita que se alastra pelo Sertão, clareando o mundo e inundando de esperança o coração do matuto. A chuva é bendita.
Sou nordestina. Sou apaixonada pela minha terra, pela minha cultura, pelos meus costumes, pela minha arte, pela minha gente. Só não sou apaixonada por uma pequena parcela dessa mesma gente que se enche de poderes e promete resolver os problemas de seu povo, mentindo, enganando, ludibriando, apostando no analfabetismo de quem lhe pôs no poder, tirando proveito da seca e da miséria para continuar enchendo os próprios bolsos de dinheiro.
Mas, apesar de tudo, eu ainda sou nordestina, e tenho orgulho disso. Não me envergonho da minha história, não disfarço o meu sotaque, não escondo as minhas origens. Eu sou tudo o que escrevi, sou a dor e a alegria dessa terra. E tenho pena, muita pena, dos tantos nordestinos que vejo por aí, imitando chiados e fechando vogais, envergonhados de sua nordestinidade. Para eles, ofereço estas linhas.
domingo, 17 de julho de 2011
Ídolos do futebol são vítimas da hepatite C
Façamos uma viagem para as décadas de 70 e 80 e adentremos o vestiário de um time de futebol profissional (por favor, meninas, sem histeria).
Na época, ninguém imaginava o risco do compartilhamento de seringas, ainda mais considerando que o público em questão - atletas - são referência em saúde.
Mas essa foi a causa da disseminação do vírus da hepatite C entre um número hoje incalculável de ex-atletas profissionais.
Na época, ninguém imaginava o risco do compartilhamento de seringas, ainda mais considerando que o público em questão - atletas - são referência em saúde.
Mas essa foi a causa da disseminação do vírus da hepatite C entre um número hoje incalculável de ex-atletas profissionais.
Silenciosa, a hepatite C permaneceu (e, em alguns casos, ainda permanece) sem manifestar-se durante anos e até décadas.
Desconhecendo seu diagnóstico e, por isso mesmo, sem os cuidados necessários e tratamento adequado, muitas vidas estão sendo perdidas pela descoberta tardia da hepatite C, quando pouco ou nada resta a se fazer pelo infectado já em grau elevado de comprometimento do fígado.
A grande incidência do vírus da hepatite C entre ex-atletas levou a Federação das Associações de Atletas Profissionais - FAAP, em conjunto com a Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) a iniciar em 2010 uma campanha em âmbito nacional. Segundo a entidade, a campanha tem o objetivo de alertar toda a comunidade e, em especial, ex-atletas sobre a importância de se fazer o exame que detecta a hepatite C.
Se você, leitor, ex-atleta ou não, compartilhou seringas mesmo que apenas uma vez na vida, ou se fazia uso frequente de medicação intravenosa em farmácias quando as seringas ainda eram de vidro e a esterilização questionável, não deixe de pedir ao seu médico na próxima consulta o exame de detecção da hepatite C. Faça isso mesmo que se sinta com a saúde perfeita, pois, como já foi dito, a hepatite C pode não apresentar sintomas por décadas.
A grande incidência do vírus da hepatite C entre ex-atletas levou a Federação das Associações de Atletas Profissionais - FAAP, em conjunto com a Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) a iniciar em 2010 uma campanha em âmbito nacional. Segundo a entidade, a campanha tem o objetivo de alertar toda a comunidade e, em especial, ex-atletas sobre a importância de se fazer o exame que detecta a hepatite C.
Se você, leitor, ex-atleta ou não, compartilhou seringas mesmo que apenas uma vez na vida, ou se fazia uso frequente de medicação intravenosa em farmácias quando as seringas ainda eram de vidro e a esterilização questionável, não deixe de pedir ao seu médico na próxima consulta o exame de detecção da hepatite C. Faça isso mesmo que se sinta com a saúde perfeita, pois, como já foi dito, a hepatite C pode não apresentar sintomas por décadas.
terça-feira, 5 de julho de 2011
De millus
Você precisa saber que o acesso à DeMillus é completamente fácil. Você que quer comprar alguma peça, você sempre achará uma loja de lingerie com os produtos da DeMillus, e também você pode encontrar alguma vizinha ou conhecida que revende a Demillus.
CONTATO:email:cleo.feliz.com.br@hotmail.com ou 8822-2575
segunda-feira, 4 de julho de 2011
MULHER DE HOJE
A mulher de hoje é certamente mais independente e bem resolvida. Pode trabalhar ir às academias, usar cremes e ácidos rejuvenescedores, não abdicar da vida sexual e da realização afetiva, e já faz isso com muita competência.
E para espanto de alguns, podemos ainda ver emergir, independentes, autônomos, pensamentos transversos, templos soterrados, buracos negros, mundos insuspeitos.
Algumas de nós fomos pioneiras em nossas próprias vidas e o preço do pioneirismo é o eterno desconforto. A recompensa é o surpreendente sentimento de orgulho da nossa individualidade duramente conquistada.
Para nós mulheres que passamos séculos por lavagem cerebral massificada, acho compreensível que os homens de hoje ainda se sintam inseguros quanto ao nosso equilíbrio emocional, afinal viver de acordo com as expectativas do “outro” simplesmente não faz mais sentido. Ninguém merece heim!
Descobrir e sentir a importância do nosso papel verdadeiro é o que nos dá força para seguir adiante. Mas nada e como são para sempre, aliás, nada e tudo vão sendo. Tudo vai se transformando independentemente da nossa vontade.
Descobrir que a vida É mesmo uma grande ultrapassagem é lição das maiores. É difícil porque tudo está diante dos nossos olhos – enxergamos e sentimos, mas ainda assim é complicado colocar em palavras.
Só sei que cada dia é uma nova batalha de autoconhecimento e principalmente de auto-aceitação, um ir e voltar sem fim.
Compreender as mudanças ainda que tão somente com o passar dos dias, dos anos, bem serve também para crescer e acumular, não é só perder e limitar. Às vezes demoram-se um pouco mais Mas como todos sabem nem tudo depende apenas da mossa vontade, mas é fato que sempre podemos mudar nosso caminho, rever nossas escolhas, mudar o final da historia até mesmo recomeçá-la ou não?
E para espanto de alguns, podemos ainda ver emergir, independentes, autônomos, pensamentos transversos, templos soterrados, buracos negros, mundos insuspeitos.
Algumas de nós fomos pioneiras em nossas próprias vidas e o preço do pioneirismo é o eterno desconforto. A recompensa é o surpreendente sentimento de orgulho da nossa individualidade duramente conquistada.
Para nós mulheres que passamos séculos por lavagem cerebral massificada, acho compreensível que os homens de hoje ainda se sintam inseguros quanto ao nosso equilíbrio emocional, afinal viver de acordo com as expectativas do “outro” simplesmente não faz mais sentido. Ninguém merece heim!
Descobrir e sentir a importância do nosso papel verdadeiro é o que nos dá força para seguir adiante. Mas nada e como são para sempre, aliás, nada e tudo vão sendo. Tudo vai se transformando independentemente da nossa vontade.
Descobrir que a vida É mesmo uma grande ultrapassagem é lição das maiores. É difícil porque tudo está diante dos nossos olhos – enxergamos e sentimos, mas ainda assim é complicado colocar em palavras.
Só sei que cada dia é uma nova batalha de autoconhecimento e principalmente de auto-aceitação, um ir e voltar sem fim.
Compreender as mudanças ainda que tão somente com o passar dos dias, dos anos, bem serve também para crescer e acumular, não é só perder e limitar. Às vezes demoram-se um pouco mais Mas como todos sabem nem tudo depende apenas da mossa vontade, mas é fato que sempre podemos mudar nosso caminho, rever nossas escolhas, mudar o final da historia até mesmo recomeçá-la ou não?
Que a mulher do amanhã preserve seus princípios!
Existe um grande salto da vida feminina pretérita para a atual. As conquistas continuam, mas nesse engajamento, o bom senso deve prevalecer sempre.
Parabéns a todas as mulheres e, principalmente, àquela que me ensinou, com seus próprios exemplos, que a honestidade e o amor são os maiores bens da vida. Minha mãe,Marlucia.
sábado, 2 de julho de 2011
MEMÓRIAS SOARES ABCFC
Antônio Soares de Albuquerque, o Soares, nasceu em Recife, no dia 11 de abril 1951. Começou sua carreira no futebol amador de Pernambuco, indo a seguir para Natal quando iniciou sua carreira no ABC, clube que o consagrou como um dos maiores ponta-esquerda do Nordeste.
Depois de tentar a sorte no Botafogo do Rio de Janeiro, Soares não agüentou a saudade e acabou retornando ao ABC.
Após uma passagem pelo Fortaleza, Soares viria escrever seu nome no Galo da Borborema e conquistou um campeonato paraibano (1975), já na "Era Amigão", já que o famoso "Colosso da Borborema", Estádio da Cidade de Campina Grande, seria inaugurado justamente naquele ano.
Após sua passagem pelo Treze, iria jogar no Botafogo de João Pessoa. Em entrevista dada a Rogério Torquato do Diário de Natal, Soares relatou o seguinte sobre essa sua passagem por João Pessoa: ''O ataque era Libânio, eu e Jorge Demolidor, aí apareceu um técnico de São Paulo, acho que o nome dele era Fito, e trouxe uma leva de jogadores velhos. Um deles se chamava Pial. Mal falavam comigo!' - com o passar dos treinos, senti que a idéia do técnico era colocar Pial em meu lugar, o que estava virando motivo de piada para os atletas que já estavam no clube em virtude das condições físicas do, digamos, substituto. Antevi a 'rasteira' - expressão que parece gostar de voltar à moda vez em quando... e achei melhor sair do Bota. Resolvi mudar de profissão''.
Hoje encontra-se aposentado,é feliz ao lado de sua esposa e filho,cleoneide(eu) e antonio soares filho.
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